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Da parede ao território: a Galeria de Arte que transforma Florianópolis

  • 14 de mar.
  • 2 min de leitura

No Morro do Mocotó, em Florianópolis (SC), os muros da comunidade se transformaram em telas vivas. Onde antes havia apenas paredes do cotidiano, agora surgem personagens, cores e narrativas que revelam identidade, pertencimento e transformação. A Galeria de Arte do Morro do Mocotó, idealizada pelo Instituto Cidades Invisíveis, foi concluída recentemente e reuniu 60 murais produzidos por artistas de diferentes regiões do Brasil, tornando o bairro um ponto de encontro entre arte e território.

O projeto se desenvolveu em três etapas coletivas: a primeira em outubro de 2025, a segunda em dezembro do mesmo ano e a terceira, final, em março de 2026. Cada fase envolveu a produção artística no próprio bairro, permitindo que os murais dialogassem com a vida e a memória de quem vive ali, consolidando o Morro do Mocotó como um circuito de arte urbana conectado ao cotidiano e às histórias da comunidade.

Na etapa final, 20 artistas participaram das intervenções, entre eles Alice Regina de Oliveira (Ruth), Valéria Spagnol Vanin (Brisa da Noite), Bruna Mina, Tadeu Roberto Fernandes Lima Júnior (Carão), Daniel Corrêa (Ignoreporfavor), Tiago Daniel Marques dos Santos (Dequete), Eduardo Braga Guimarães (Vaso), Huggo Rocha, Jonathan Melo (John), Kenia Kuriki, Lady Brown, Lanna Batista (Flô), Maju Esteves, Malu Vibe, Eder (Oberdam), Rellyson de Matos Souza (Rellyson 27), Rodrigo Pasmo, Sharon de Castro (Shar), Aline Ribeiro (Tuka) e João Carlos Pacheco Junior (Vejam). As obras transformaram cada parede em espaço de expressão e inspiração, ressaltando a arte como ferramenta de memória, pertencimento e valorização cultural, capaz de tocar tanto moradores quanto visitantes.

Com a galeria finalizada, o Morro do Mocotó passa a integrar o circuito de arte urbana de Florianópolis, refletindo vozes, memórias e manifestações culturais da comunidade. A iniciativa é realizada pelo Instituto Cidades Invisíveis, em parceria com a Prefeitura de Florianópolis e a Fundação Franklin Cascaes, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Criado em 2012, o Cidades Invisíveis atua na transformação de realidades e na redução da desigualdade, desenvolvendo projetos em parceria com artistas locais e nacionais e revertendo parte da renda arrecadada em ações de impacto social em Florianópolis, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo, São Sebastião e Canela. Ao longo de mais de treze anos, a organização destinou mais de R$ 8 milhões a iniciativas sociais, beneficiando mais de 142 mil pessoas, alinhada à Agenda 2030 da ONU e ao Movimento Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina (ODS/SC).


 
 
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