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Sonho Elétrico emociona o público no Porto Alegre em Cena 2025

  • Falando em Cultura
  • 14 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de out. de 2025


O público presente no Multi Palco Eva Sopher vivenciou uma das apresentações mais aguardadas do Porto Alegre em Cena 2025: Sonho Elétrico, criação da Companhia Brasileira de Teatro dirigida por Marcio Abreu. O espetáculo trouxe ao palco uma experiência poética e sensorial que atravessa temas como memória, sonho e futuro, em uma fusão de teatro, música e movimento que marcou a programação do festival.


Uma história entre vida, memória e sonho


A trama acompanha um artista de uma banda que, após ser atingido por um raio, entra em coma. Nesse estado de suspensão entre a vida e a morte, o personagem mergulha em lembranças e visões que misturam realidade e delírio, passado e futuro.


Inspirada nas reflexões do neurocientista Sidarta Ribeiro, especialmente no livro "Sonho Manifesto: Dez exercícios urgentes de otimismo apocalíptico", a peça propõe ao público pensar o ato de sonhar não como fuga, mas como gesto de resistência e reinvenção coletiva.


Elenco e equipe artística


O espetáculo contou com a atuação intensa de Jesuíta Barbosa no papel principal, acompanhado por Jessyca Meyreles, Idylla Silmarovi e Cleomácio Inácio.


A montagem também se destacou pelas colaborações artísticas de:

• Key Sawao – direção de movimento

• Felipe Storino – trilha sonora original

• Juliana Linhares – colaboração musical

• Luiz Cláudio Silva – figurinos


Experiência sensorial e acessibilidade


Mais do que uma narrativa linear, Sonho Elétrico constrói uma experiência imersiva, em que luz, música, corpo e imagem se entrelaçam para criar um estado de sonho compartilhado.


Outro ponto relevante da sessão foi a presença de intérprete de Libras, responsável pela acessibilidade da apresentação pela ParaTodos, garantindo que diferentes públicos pudessem acompanhar e se conectar com a obra.


Momento coletivo inesquecível


Um dos momentos mais marcantes da noite aconteceu quando todo o teatro, em uníssono, cantou “Majestade o Sabiá”, canção que atravessa gerações e se tornou parte do imaginário coletivo brasileiro. A cena transformou-se em um gesto de comunhão entre palco e plateia, reforçando a dimensão coletiva do espetáculo e emocionando os presentes.


Um espetáculo para refletir e celebrar


Com delicadeza poética e forte impacto político, a peça deixou uma marca no festival, reafirmando o teatro como espaço de invenção, encontro e imaginação de futuros possíveis.


No Porto Alegre em Cena 2025, Sonho Elétrico se apresentou não apenas como espetáculo, mas como experiência sensível capaz de provocar reflexão, emoção e celebração conjunta.


 
 

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